quinta-feira, 18 de Março de 2010

Somos Uma Surpresa Para Nós Próprios

«Quanta surpresa se o soubéssemos. Porque nós, instintivamente, tendemos a julgá-las idênticas dentro e fora de si. Mas o que somos por fora é o que aceitamos que o seja e é o que os outros estabeleceram. Tal fanfarrão na praça pública pode ser um chilro piegas quando lá não está ou um medricas quando a coisa é a sério (Não dizia Aristóteles que os grandes atletas eram maus soldados?). Ou inversamente. O que aceita para si a imagem exterior de um mole, de um tíbio, de um encolhido de comportamento - no interior de si, e quando for caso disso, pode ser um obstinado de dente rilhado. Há um estilo de se ser que se adopta por convenção generalizada, orientação de uma época, obrigação protocolar no modo de nos manifestarmos.

(...) As regras de comportamento em grandezas chegam só à porta da rua ou ao menos da do quarto ou seguramente à da casa de banho. E daí para dentro, vale tudo, ou seja a regra somos nós. E é então que sabemos quem somos ou quem é aquele que consentimos que seja ou em que medida respeitamos em nós o que respeitamos nos outros. Mas nem é preciso talvez entrarmos na nossa intimidade. Quanta farófia se não desfaz em caca quando entra a polícia? Como se aguentaria ela, frente a um pelotão de fuzilamento? Mas o mesmo tipo revelado em fraqueza e enrolado de timidez poderia revelar-se em coragem quando a coisa fosse a doer. Tudo é tão casual. Somos tanto a invenção de nós em cada momento. Tudo é tão em nós uma fortuita conjugação de astros. Somos tão surpresa para nós próprios. Para a coragem ou o amor ou a verdade ou mesmo a inteligência. Ou o simples estar vivo.»

Vergílio Ferreira

quarta-feira, 17 de Março de 2010

imperdível.

«Is this real life? (...) Why is this happening to me? Is this gonna be forever?»

terça-feira, 16 de Março de 2010

parabéns!

O domínio .com faz hoje 25 anos.

segunda-feira, 15 de Março de 2010

A Visão está a ficar tão sensacionalista.

domingo, 14 de Março de 2010

O PEC peca por parco

«(..) Quando o governo propôs o Programa de Estabilidade e Crescimento, a minha primeira impressão foi a de que o PEC tinha um E a mais. Duvido de que a nossa economia precise da ajuda de um programa para estabilizar, uma vez que se encontra estável (no sentido em que um paciente em estado comatoso se mantém estável) há muitos anos. (...)»

Ricardo Araújo Pereira in Visão (11/03/10)

quinta-feira, 11 de Março de 2010

«Quero um T2»

esta música ficou na cabeça de toda a gente.

quarta-feira, 10 de Março de 2010

what else?

terça-feira, 9 de Março de 2010

Some people call them players
But I'm far from terrified
'Cause somehow I'm drawn to danger
And have been all my life

It feels my heart's divided
Half-way between wrong and right
I know I'm playing with fire
But I don't know why

Yeah, the bad boys are always catching my eye
I said the bad boys are always spinning my mind
Even though I know they're no good for me
It's the risk I take for the chemistry

(Alexandra Burke feat. Flo Rida - Bad Boys)

segunda-feira, 8 de Março de 2010

close to my heart.

«Ser portista é uma benção que não se pode partilhar.
Dá tudo pelo clube porque só o sabe amar.»

domingo, 7 de Março de 2010

Se conduzir, não beba.


Não só está a pôr em riso a sua saúde, mas também a dos outros. Aliás, na maior parte dos casos, um condutor com excesso de álcool no sangue acaba mais depressa por matar o outro do que a si próprio. Quer viver com esse peso na consciência?

sábado, 6 de Março de 2010

«Os jovens de agora parece que têm dificuldade em crescer. Não sei porquê. Se calhar as pessoas só crescem ao ritmo a que são obrigadas. Um primo meu, com dezoito anos, já tinha as insignías de auxiliar do xerife. Era casado e tinha um filho. (...) A Loretta contou-me que ouviu falar na rádio de uma certa percentagem de crianças deste país que está a ser criada pelos avós. Já não me lembro do número. Era bastante alto, pareceu-me. Os pais não querem ter esse trabalho. Conversámos sobre isso. Demos connosco a pensar que quando a próxima geração crescer e também já não quiser criar os filhos, quem é que vai tomar essa tarefa a seu cargo? Os pais deles vão ser os únicos avós disponíveis e nem os próprios filhos quiseram criar. Não encontrámos resposta para isto.»

Cormac McCarthy

sexta-feira, 5 de Março de 2010

Fui ao Jardim da Celeste, giroflé giroflá

infância.

quinta-feira, 4 de Março de 2010

A maior e melhor novela da TVI

«Mesmo não sendo espectador habitual de novelas, tenho acompanhado com muito interesse esta última novela da TVI. Sei reconhecer que a novela tem, como é costume, demasiados episódios, que a história se arrasta durante meses sem que a narrativa progrida verdadeiramente, que o vilão está envolvido numa quantidade tão grande de falcatruas que tornam o enredo inverosímil. Mas é, apesar de tudo, uma novela bastante peculiar. Será que o Governo esteve envolvido no negócio da compra da TVI? É esta a questão que tem apaixonado os portugueses à hora do jantar. É natural que, tendo em conta as suas audiências, as novelas passem a ser exibidas cada vez mais cedo, e esta costuma ser transmitida no horário mais nobre de todos: o horário do telejornal.

Sobre os protagonistas, é forçoso dizer-se que o primeiro-ministro faz um papelão. Ainda ninguém percebeu se ele estava a mentir quando disse desconhecer o negócio, o que é bem revelador do seu talento para a representação. O seu irmão gémeo, Pedro Silva Pereira, também tem estado muito bem. Não se trata de um enredo clássico de gémeo bom e gémeo mau: estes gémeos são exactamente iguais no temperamento, ambos irascíveis e maquiavélicos. Às vezes, só é possível distingui-los pela cor das gravatas.

Como acontece em todas as novelas, há alturas em que o interesse do público é maior, outras em que é menor. Mas, na última semana de exibição, as audiências dispararam para os valores mais altos de sempre. O problema desta novela da TVI é que é quase impossível prever quando será a última semana, ou até se virá a haver uma última semana. Normalmente, este tipo de novelas dura indefinidamente, até que o aparecimento de uma nova novela faz com que se deixe de falar nelas.

Concentremo-nos, então, no presente, altura em que, aparentemente, a história vai conhecer novos desenvolvimentos. A oposição prepara-se para propor uma comissão de inquérito parlamentar. O objectivo é descobrir se o primeiro-ministro mentiu ao Parlamento chamando o primeiro-ministro ao Parlamento. Suponho que haverá comissões de inquérito posteriores, para averiguar se o primeiro-ministro mentiu ao Parlamento sobre ter mentido ao Parlamento. E assim sucessivamente. As comissões de inquérito, constituindo embora um recurso narrativo pouco original, costumam redundar em espectáculos divertidos. Funcionam como uma espécie de comic relief da acção principal. Normalmente, toda a gente está lá a rir. Há dias, pelo que foi dito, andava por uma dessas comissões um palhaço. Prevejo uma subida nas audiências.»

Ricardo Araújo Pereira in Visão (04/02/2010)

quarta-feira, 3 de Março de 2010

O pudor já não existe.

É a isto que me refiro quando falo de violência desnecessária nos media. As pessoas têm de saber o que se passa, sim, têm de ver a gravidade da situação, sim, mas não com imagens como esta. Basta um casa estilhaçada com a imagem de uma pessoa em lágrimas para percebermos a desgraça que se abateu sobre ela. Não precisamos de ver cadáveres, pessoas mutiladas ou pessoas debaixo de escombros a serem entrevistadas. A morte está a ser banalizada de tal maneira que de caminho tudo isto parecerá natural. E quando a morte não nos chocar, o que fará?

terça-feira, 2 de Março de 2010

Herbal Essences

Palavras para quê?

segunda-feira, 1 de Março de 2010

- You're not Naomi.
- You're not Kevin.